Governo do Distrito Federal
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12/03/20 às 16h07 - Atualizado em 12/03/20 às 16h14

Escadas rolantes da rodoviária começam a operar

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Contrato, de R$ 1,8 milhão, tem duração de 12 meses, com previsão de manutenção permanente durante o período. Mau uso e vandalismo são os principais problemas

 

Quatro escadas rolantes da Rodoviária do Plano Piloto voltaram a operar nesta quinta-feira (12).  Depois de um serviço intenso e complicado de manutenção em virtude do quadro de vandalismo e mau uso, os equipamentos que permitem acessibilidade começam a funcionar de forma gradativa. Agora, os quase 800 mil passageiros que passam diariamente pelo maior terminal da capital podem acessar do subsolo ao térreo e do mezanino à plataforma superior. Foram quase dois anos sem operação.

 

Foto: Lúcio Bernardo Jr / Agência Brasília

Para liberação das primeiras escadas, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), executora do contrato, trocou todas as 496 roldanas – são 124 em cada uma – e os roletes de degraus, que estavam danificados. “É um dia de alegria. Estamos liberando um conjunto de quatro escadas, que, paradas, trouxeram tanto transtorno, principalmente para deficientes físicos e cadeirantes”, pontuou o diretor-presidente da empresa, Candido Teles.

 

Técnicos da empresa contratada ficarão de plantão para atuar em caso de necessidade imediata de manutenção corretiva e preventiva. Um deles é Myke Sousa, que participou da instalação das escadas anos atrás e agora atua na revitalização dos equipamentos. Ele classifica como “deprimente” o cenário encontrado no início dos trabalhos. “É preciso fazer uso consciente”, alerta. “Quando chegamos aqui, encontramos pentes quebrados, borrachas cortadas e até fezes e urina na área dos degraus.”

 

O que atrapalha

 

O vandalismo e o mau uso são colocados como os principais problemas que levam os danos às estruturas. “Eu ajudei a projetar essas escadas e afirmo: aguentam até nove mil pessoas por hora, se for o caso. Elas quebram porque há furto de peças para vender; outras vezes, porque colocam peso de mercadorias em cima”, aponta o engenheiro mecânico Paulo César de Oliveira, da Novacap.

 

Os equipamentos passaram por uma série de testes para identificar e corrigir problemas. Na quarta-feira (11), os últimos ajustes foram feitos. Felícia Rodrigues, 58 anos, foi a primeira a usar. Com dores no joelho, ela enfrentava uma verdadeira via-crúcis para subir e descer os degraus de acesso à estação do metrô da rodoviária. “Vai ser muito bom a volta dessas escadas para mim”, garantiu a moradora de Brazlândia.

 

Panorama

 

Ao todo, o terminal tem 12 escadas rolantes, que serão liberadas gradativamente, conforme a evolução dos reparos. A previsão é que a cada 60 dias seja entregue um conjunto dessas escadas. O valor total do contrato, válido por um ano e prorrogável por até outros cinco, é de cerca de R$ 1,8 milhão. Também há previsão de conserto e manutenção dos elevadores.

 

 

Fonte: Jéssica Antunes e Ary Filgueira, da Agência Brasília.